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O que fazer quando o bebê chorar?

Um dos receios que muitas pessoas têm, ao pensar em ter um bebê, é não saber o que fazer quando o bebê chorar. Realmente, há bebês que choram mais e outros menos, mas podemos pensar em algumas hipóteses antes de nos descabelarmos e começarmos a chorar junto com eles. Com um pouco de calma e informação, essa fase pode ser entendida e a ansiedade dominada, assim, pais e bebês saem fortalecidos.

O bebê é um ser indefeso, que não tem consciência nenhuma de que existe o mundo, pessoas e nem ele mesmo. Portanto, nos primeiros meses, todas as sensações, afeto, alimento e aprendizagens serão passadas pelos pais, e mais especificamente pela mãe ou cuidadora. Mas até que o cérebro do bebê comece a fixar esses aprendizados e ele comece a entender como funciona a rotina, a única forma de comunicação entre ele e o mundo externo é o choro. E ele faz isso como ninguém!

O choro do bebê pode ser mais agudo, intermitente, contínuo, baixinho, com soluços, não importa, pois em pouco tempo a mãe saberá identificar o porquê, pois sempre que o bebê chorar os pais ou cuidadores devem iniciar uma “investigação”.

Comece fazendo o check list de alguns itens

 

  • A fralda está suja? Verifique se há xixi ou cocô na fralda
  • A roupa está adequada? Verifique se o bebê está muito ou pouco agasalhado
  • O bebê está com fome? Ofereça o seio ou a mamadeira
  • O bebê está com sono? Tente niná-lo num ambiente tranquilo

 

Esses são os motivos mais frequentes e fáceis de resolver, pois os bebês ficam irritados com fralda suja, com calor ou frio e principalmente fome e sono. Mas se a mãe fez todo esse processo e nada resolveu, podemos investigar outras hipóteses:

 

  • O bebê apresenta febre? Verifique com um termômetro se a temperatura excede os 37,5C
  • O bebê apresenta nariz congestionado ou seco? (em clima seco é comum e pode ser resolvido com umidificador de ar e gotinhas de soro fisiológico nas narinas)
  • O bebê está com muitos gases?
  • O bebê apresenta cólica?

Como tudo isso afeta o seu bebê

 

A temperatura corporal do bebê tende a demorar a resfriar em dias muito quentes, por isso é importante uma boa hidratação. Demos uma dica aqui no blog de: Como vestir seu bebê: os tipos de roupas para cada estação, se ainda não conferiu, vale a pena a leitura. No caso de amamentação exclusiva, ofereça o seio mais vezes, pois o leite materno é rico em água. Ao checar aumento da temperatura corporal do bebê, congestão nasal, gases ou incômodos abdominais, é importante falar com o pediatra quais medicamentos podem ser oferecidos com segurança para aliviar os sintomas. Bebês com dificuldade para respirar, com distensão abdominal, febre e mal-estar, tendem a chorar ininterruptamente.

Em relação à cólica, ela é esperada e temida pelos pais, mas pode ocorrer ou não. Geralmente começa a partir dos 30 dias de vida, mas isso varia, e pode se estender até os quatro ou cinco meses. O choro de um bebê com cólica é agudo e nada que os pais façam parece aliviar o incômodo. Pode acontecer com mais frequência no fim da tarde e começo da noite. O bebê irá se espremer, arquear as costas, ficar vermelho enquanto chora.

É importante os pais saberem que essa fase irá passar, e procurar manter a calma (tarefa difícil!) para aninhar o bebê, segurá-lo enquanto estiver chorando e fazê-lo se acalmar. Esses incômodos abdominais não têm uma causa específica, mas acredita-se que o sistema digestório do bebê ainda está se adaptando, começando a funcionar e essa “estreia” é dolorosa para ele.

A partir dos 3 meses as cólicas tendem a passar, mas outros incômodos estão para chegar: é a erupção dos primeiros dentinhos. Em alguns bebês, os sinais se iniciam a partir dos quatro meses, com a coceira na gengiva e salivação excessiva e isso também pode deixar o bebê mais irritado e choroso.

 

E o que fazer quando o bebê está chorando sem motivos?

 

Há bebês que não sentem cólicas e mesmo quando têm suas necessidades satisfeitas, continuam chorosos, deixando os pais inseguros, sem saber o que fazer. A dica aqui é simples:

Tranquilize-se com a certeza de que você é capaz e está no comando, segure seu bebê no colo, nine, abrace, cante para ele, leve-o para dar uma volta se já interagir com o ambiente. O bebê precisa de atenção, pois também sente tédio e também precisa de colo. É um serzinho indefeso que até outro dia estava protegido no útero e hoje tem sensações desconhecidas que despertam insegurança. Precisa muito do colo da mãe, sentir seu cheiro, ouvir as batidas do seu coração e sentir-se protegido, tranquilo e acolhido nesses momentos.

Com o fortalecimento desse vínculo, toda vez em que o bebê sentir-se inseguro poderá se acalmar com o colo da mãe e aos poucos esse colo será substituído por uma naninha ou bichinho de pelúcia quando o bebê crescer. Esse processo é natural e faz parte de um desenvolvimento sadio. Não querer que seu bebê chore é impedir que ele se comunique e expresse seus descontentamentos com esse mundo tão novo e desconhecido para ele.

 

Então, o recado agora é a para a mamãe

Não tenha medo do choro do bebê, ele indica para a mãe menos experiente que algo precisa ser feito pelo seu bebê. É a fala do bebê até mais ou menos um ano e meio e muito antes disso você irá saber distinguir quando seu bebê chora de sono ou qualquer outro motivo. Através do choro, o bebê se comunica, reclama, avisa e alerta os pais. Depois de alguns meses, outras habilidades vão se desenvolver, como risadas, sílabas definidas e se negar a fazer algo balançando a cabeça, mas até lá, paciência, pois os bebês choram.

 

Quer saber mais como lidar com as fases do desenvolvimento dos bebês? Confira também: “A crise de desenvolvimento dos bebês”.

 

 

 

 

 

 

 

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